Saudades Dos Meus Botequins
Paulinho do Cavaco e Luis Pimentel
Demo
Saudades dos meus botequins (Paulinho do Cavaco/Luís Pimentel) Letreiro em neon, visual requintado, Gerente enrustido, garçom afetado, Carta de vinho no couro dourado Camarão com sotaque, tofu defumado É point da moda, não sai dos jornais, Cheio de frescuras, espelhos, vitrais, Toilete exalando perfume e florais, Pitboys e patricinhas falando demais (breque) Em boteco de grife eu não piso jamais. Eu sinto saudades dos meus botequins Salão e cozinha pra lá de chinfrins Feijão e mocotó fervendo na panela E um gato dormindo em cima da janela Pastel, empadinha e jiló na terrina Banheiro com cheiro de naftalina O porre, a paquera, a conversa fiada E a dor de corno que virou piada (breque) Nos meus botequins a vida era engraçada. Eu sinto saudades dos meus botequins A conta assinada num velho papel Cardápio na porta escrito a giz Azulejo pintado com um anjo no céu O samba na mesa de mármore antigo O ovo colorido enfeitando o balcão A cerveja gelada tirando o juízo E os sonhos cobrindo a serragem do chão (breque) E no alto um São Jorge matando o dragão E no alto um São Jorge matando o dragão E no alto um São Jorge matando o dragão E no alto um São Jorge matando o dragão.